Tá bem. Você não é homofóbico, não chega a tanto, apenas acha ridículo uma bicha, um veado e pensa ou nem imagina que você possa aceitar a idéia de ser normal, ser homossexual, e você nem sequer admite esta hipótese,você seria no máximo tolerante, simpatizante jamais.
Mas eu lhe sugiro que, na sua intimidade, sem querer lhe levar a aceitar a homossexualidade, sugiro procurar informações como são, por que são, e o que os faz serem homossexuais.
Quem sabe, talvez você possa acompanhar a partir desta semana, esta série em 12 capítulos, três meses, onde você vai saber muita coisa que provavelmente nunca se interessou por saber. Afinal, você faz parte do seu mundo, queira ou não.
Tente. É difícil para você aceitar a idéia de que eles são iguais a você?
Ele é apenas uma bicha para você?
Você certamente não conseguirá se livrar de um tabu, um preconceito e até mesmo uma ruptura na criação divina e o seu argumento religioso será de que não é natural.
Será?
Pergunte-se então o que é natural?
Natural não é apenas um conceito social?
Veja o dicionário! Na ciência nada há que condene a homossexualidade e então essa condenação é de origem religiosa, cultural e portanto absolutamente preconceituosa alegando que “deus”criou o homem e a mulher. Será?
Tá bem, criou o homem e a mulher e quem disse que ser homossexual não continua sendo homem e mulher?
A diferença é que “deus” não disse que o homem tem que gostar só de mulher, então o homem pode gostar de homem e a mulher pode gostar de mulher.
Porque não?
Será que na sua opinião, claro que não?
Porque?
Acho que você vai ficar devendo esta resposta para si mesmo. Portanto,vamos então, começar,12 semanas:
Veja só a matéria a seguir, publicada nos jornais desta semana. “O teólogo Juam Stan propõe que evangélicos dêem sossego de cinco anos aos gays”. Para o teólogo, os evangélicos precisam de um tempo para pensar melhor sobre gays.
Atualmente vivendo na Costa Rica, América Central, o teólogo presbiteriano Juan Stam deu uma ideia bem original aos evangélicos de todo o mundo: deixem de discutir a homossexualidade por cinco anos.
Segundo ele, seria um tipo de moratória para os fieis se concentrarem no que ele considera pontos mais urgentes a serem discutidos. Seria um período para os evangélicos analisarem com calma a questão da homossexualidade.
Isto porque o teólogo acredita que esta guerra homofóbica está causando dano à igreja, além de deixar os fieis obcecados.
“Como se fossem os únicos problemas críticos de nosso tempo e como se deles dependesse o futuro da igreja e da civilização”, dispara Juan. Para ele, as igrejas evangélicas “carecem de autoridade moral para que suas campanhas anti-homossexuais sejam convincentes.
Suas arengas contra a homossexualidade caem no ridículo ante os setores pensantes e críticos da população e, às vezes, cheiram a oportunismo e hipocrisia”.
Continue lendo, e veja o que diz a Dra.Sylvia Maria Mendonça do Amaral, advogada especialista em Direito Homoafetivo e Família e Sucessões, Autora do livro “Manual Prático dos Direitos de Homossexuais e Transexuais” da editora do site Amor Legal.
Ela fez uma retrospectiva da situação LGBT no Brasil e mundo. A advogada relembra o que aconteceu de bom e deu nó em 2009 com relação aos direitos LGBT.
A polêmica, avanços e retrocessos em relação ao reconhecimento de direitos de homossexuais não são fenômenos que atingem apenas o Brasil. É certo que o ano de 2009 foi marcado por conquistas em vários países como Uruguai, Suécia e Portugal.
Os EUA mostram algumas evoluções, mas grandes retrocessos aconteceram também em alguns Estados. Países africanos, sabidamente homofóbicos, pretendem endurecer ainda mais sua legislação e outras medidas. (continuara na próxima semana o 2º capítulo). |